O campeão do primeiro torneio futebol de campo da Copa A Gazetinha foi o Barcelona, do bairro cariaciquense de Campo Grande e foi desta equipe que surgiu Walace, o primeiro craque a ser revelado pela da competição
E Foi Criada a Copa A Gazetinha O torneio foi um sucesso e por sugestão dos próprios participantes, o jornalista Janc sentiu-se motivado a montar outra competição. Mas não de futebol de areia e, sim, de futebol de campo, como sugerido pelos dirigentes das agremiações. Como Janc era um dos responsáveis pela edição do suplemento infantil A Gazetinha, ele decidiu homenagear a publicação, dando o nome de Copa A Gazetinha ao torneio. A primeira Copa A Gazetinha de futebol de campo foi aberta festivamente na manhã de céu azul do dia 8 de maio de 1976, com as 43 equipes inscritas desfilando no Estádio Engenheiro Araripe.
Logo após a sua criação, o projeto da Copa A Gazetinha chamou a atenção do então governador Eurico Rezende, que fez questão de homenagear atletas, dirigentes e a coordenação da competição. Primeiro, o governador recebeu a Copa A Gazetinha no Palácio Anchieta e, posteriormente, promoveu uma mini-torneio na casa de praia do Governo do Estado, em Vila Velha, com distribuição de material esportivo e muitos sanduíches e refrigerantes para os pequenos atletas.
No dia 15 de maio de 1976, a Coordenação Geral da Copa A Gazetinha teve uma reunião com os representantes das equipes inscritas na 1ª Copa A Gazetinha. A reunião foi na antiga sede da Rede Gazeta, na General Osório
Guarani de Goiabeiras
Guarani de Goiabeiras O campeão da areia Um time de garotos de famílias de classe média baixa, que treinava somente aos domingos - porque todos os seus jogadores trabalhavam -, foi ocampeão . O Guarani de Goiabeiras conquistou no dia 22 de fevereiro de 1976, o título do Torneio de Futebol de Praia Infanto-Juvenil, precursor da Copa A Gazetinha. Na final, derrotou a favorita Desportiva Ferroviária, de virada, por 2 a 1, com dois gols do atacante Sebastião. A criação do Guarani foi idéia de um dos seus atletas, Joselias do Nascimento. A equipe foi fundada em junho de 1975. Para a compra de um jogo de camisa, os jogadores cotizaram, com cada um pagando na época cinco cruzeiros. Os treinos eram realizados no campo que existia depois do sinal da esquina do cruzamento entre as avenidas Fernando Ferrari, com a Simão Nader, próximo ao Aeroporto de Vitória. Logo, Joselias do Nascimento entregou o comando da equipe para José Antônio Rodrigues e Marcos Rogério Cunha, que acumulavam as funções de técnicos, massagistas e roupeiro. Curiosamente, a maioria dos jogadores era funcionário da loja A Vidrália. Para muitos, o fato de vários atletas trabalharem no mesmo local contribuiu para fortalecer a união do grupo.
Tudo começou na praia A Copa A Gazetinha de Futebol Infanto-Juvenil foi criadapelo jornalista José Antônio Nunes do Couto, o JANC, em 1976 e é uma promoção do jornal A Gazeta. Hoje, o jornalista confessa não ter imaginado que, ao criar a Copa A Gazetinha, estava inventando uma competição que cresceria tanto. Tudo começou com uma capa colorida da edição do dia 6 de dezembro de 1975 do suplemento A Gazetinha, anunciando o "1º Torneio de Futebol de Praia Infanto-Juvenil". A competição foi disputada por 12 times de vários bairros da Grande Vitória. O primeiro jogo reuniu a equipe da Desportiva Ferroviária e a que tinha o nome do então vereador Gerson Camata, que venceu por 2x0. As demais equipes participantes foram Cruzeiro, Guarani de Goiabeiras, Benfica, Estrelinha, Panorama, Goiabinha, Copinho, Rio Branquinho, Nacional e Tamoio. Os jogos foram realizados no Aterro da Condusa, onde hoje é a Praça dos Namorados. Classificaram-se para as finais Guarani, Panorama, Copinho e Desportiva. O Guarani garantiu a vaga ao vencer o Panorama por 1 a 0, gol de Maurílio. A Desportiva derrotou o Copinho por 4 a 3, nos pênaltis. Na disputa do terceiro lugar deu Copinho 4 a 0 sobre o Panorama.
COPA A GAZETINHA O futebol capixaba que deu certo Este é o título de uma reportagem sobre a Copa A Gazetinha publicada no jornal A Gazeta e ele diz uma verdade sobre a competição. Afinal, se o futebol profissional capixaba não consegue se firmar no cenário local e nacional, a Copa A Gazetinha vem a quase quatro décadas fazendo sucesso, movimentando o futebol infanto-juvenil do Espírito Santo e até de outros estados, tornando-se a mais importante competição de futebol da chamada categoria de base do Brasil, revelando todos os anos jovens atletas que, descobertos por grandes clubes, abraçam a carreira de futebolistas, alguns com sucesso, chegando à Seleção Brasileira e jogando em clubes famosos do exterior. A lista de craques saídos da Copa A Gazetinha é enorme e a todo ano ela cresce mais ainda.. Um dos primeiros foi Eurico Batalha, que jogou em clubes cariocas e na Arábia Saudita. Depois, entre centenas de bons jogadores, apareceramAntônio José, Jacimar,Walace, Fernando Batalha, Eurico Batalha, Douglas, Régis, Bartô, China, Mauro Soares, Geovani Silva, Carlos Germano, França, Werlesson, Dedé, Nilson, Pedro Renato, Moisés, Bil, Jean, Marquinhos Capixaba, Sávio, Fabiano Eller, Vanderson e Ely Tadeu, entre muitos outros. As revelações mais recentes são Maxwell, Jussiê,Gladstone, Thiago Martinelli , Ramon, Cicero, Kieza e Kleber. Todos esses jogadores atuaram ou ainda atuam em grande clubes no Brasil e no exterior. Mas como esta competição surgiu e chegoua este patamar de sucesso? É a história que vamos contar a partir de agora.
ARBITRAGEM
****************************************************
Betinho foi forjado na Copa A Gazetinha É o caso do colatinense Carlos Roberto Mariano, o Betinho, hoje aposentando do futebol profissional,que atuou em muitas edições da Copa A Gazetinha, apitando nas grandes finais. Betinho, então recém-introduzido nos quadros de arbitragem da Federação, entrevistado pelo jornal A GAZETA,disse que teve uma ascensão meteórica depois que passou a atuar na competição, sendo convidado para trabalhar em outros grandes eventos do futebol capixaba e brasileiro. "Hoje, se sou um árbitro respeitado e se trabalhei até em Campeonatos Brasileiros, devo muito à Copa A Gazetinha que me projetou". Na verdade,foi nela que tudo começou", afirmou. Na entrevista, Betinho disse acreditar existência de poucas diferenças entre as partidas de futebol profissional e as da Copa A Gazetinha. "A diferença é que na A Gazetinha o árbitro tem também função de educador", comentou. Ele, na época , considerou a partida entre Vasco e Vitória da Bahia, na final de 1994, uma das mais complicadas partidas na sua carreira. "Havia muita reclamação dos dirigentes do Vasco em relação a mim. A equipe tinha perdido três vezes para o Vitória em finais comigo atuando como árbitro. Eu acho até que houve pressão para que eu não fosse escalado. Mas, aceitei o desafio apitando o jogo, que terminou 0 a 0 e o Vitória venceu nos pênaltis. Todo mundo que estava no estádio me elogiou e até os dirigentes do Vasco vieram me cumprimentar depois", lembra Betinho. Ex-árbitros no Estado, como José Fermo, disse que já pagou do próprio bolso a gasolina do seu carro só para não ficar de fora da competição, uma das mais estimulantes do País para os árbitros formandos. "A Gazetinha deve ser utilizada como currículo escolar. É umaoportunidade de ouro que têm o aluno de realmente aprender, na prática, como que é apitar uma partida de futebol", afirmou.
Carlos Roberto Mariano, o Betinho
Gabino Rios O inesquecível professor de arbitragem capixaba Gabino Rios usava a Copa A Gazetinha para ministrar aulas práticas aos então candidatos a árbitros da Federação de Futebol do Espírito Santo. Ele escalava os seus alunos para determinadas partidas e ia junto com eles para, caso um dos seus pupilos desse um apito errado, puxar a sua orelha na mesma hora. E foi assim que muitos árbitros que se tornaram do primeiro quadro capixaba e até nacional, foram forjados, como são os casos de Wilson Marcelino, Márcio Nascimento, José Fermo,Jorly Gomes e Carlos Roberto Mariano - o Betinho- entre outros. Os árbitros de futebol viam a Copa A Gazetinha como uma oportunidade rara de aprimoramento técnico e de reciclagem. Alguns chegaram até a investir do próprio bolso só para poder trabalhar no evento. Outros não negam que tiveram rápida ascensão depois que começaram a atuar na competição, graças à sua grande abrangência e respeitabilidade.
Gabino Rios usava a Copa A Gazetinha como laboratório para os seus alunos e por isso... ...muitos craques de renome foram forjados na competição.